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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Santiago admite disputar governo em 2014

Por Nonato Guedes
O ex-senador Wilson Santiago (PMDB), disse a jornalistas, hoje, no hotel Tambaú, onde foi prestigiar o evento promovido pela Assembleia sobre a problemática da estiagem, que não descarta a hipótese de colocar seu nome para apreciação, dentro do partido, com vistas à disputa ao governo em 2014. Apesar do indicativo já formalizado na legenda, inclusive, com o apoio do ex-governador José Maranhão, de que o candidato natural ao governo é o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, Santiago alertou que o PMDB deve estar aberto a outras opções e sugeriu que a própria oposição ao governo Ricardo Coutinho (PSB) cogite a hipótese de lançar dois candidatos ao Palácio da Redenção, com isto criando perspectiva de um segundo turno e, consequentemente, assegurando chances de vitória.
Santiago, no início das suas afirmações, reclamou da inversão de papéis dentro do PMDB, salientando que algumas das suas principais lideranças estão focadas em torno de ambições pessoais e não de um projeto que possa atrair o apoio de outras siglas oposicionistas. Frisou que, bem ou mal, o governador Ricardo Coutinho, que é adversário do PMDB, tem um projeto que busca colocar em prática. “Se esse projeto está agradando ou não à população, é outra história. Mas, além de ter o projeto, o governador pode se arvorar da condição de candidato natural porque, via de regra, quem está no Executivo tem direito à reeleição”, adiantou ele. No que se refere ao agrupamento oposicionista, Wilson Santiago ressalta que, definido o projeto, o PMDB pode lançar o nome que estiver em melhores condições, e o PT e PP podem se unir em torno do lançamento de outra candidatura, o que forçaria, teoricamente, a realização de um segundo turno. Para ele, não faz sentido que se imponha, desde já, o nome do ex-prefeito Veneziano como a grande alternativa para a disputa, podendo ser considerada como uma das opções.
O ex-senador negou que esteja pretendendo provocar um confronto interno com líderes como José Maranhão, na disputa pela única vaga ao Senado, ou com Veneziano Vital, no cotejo pelo governo estadual. Disse que faz uma avaliação realista do cenário, fundamentado no conhecimento que se tem da movimentação ostensiva de diferentes forças políticas com vistas ao embate do próximo ano. Ponderou que desde o processo de escolha do diretório regional peemedebista, deu demonstração de que está disposto a contribuir para a unidade, de que foi exemplo a sua absorção, sem contestação, do nome do ex-governador José Maranhão para presidir a legenda, havendo o compromisso de um rodízio nos quadros dirigentes para que seja dada oportunidade de participação a todas as lideranças de destaque na tomada de decisões. “O meu propósito é o de continuar participando da política do entendimento, da conciliação, desde que haja respeito a critérios de representatividade. Ninguém pode estar avocando o monopólio do partido, porque são muitos os líderes, inclusive, municipais, que são responsáveis pela construção da trajetória do PMDB, incluindo-se, naturalmente, o senador Vital do Rego, os deputados federais Hugo Mota, Wilson Filho, Manoel Júnior e Nilda Gondim. Mas a agremiação tem que fazer uma reflexão pragmática sobre a influência de cada um dos atores nesse cenário”, destacou o ex-senador.
Além de Santiago, compareceram ao hotel Tambaú o senador Vital do Rego e deputados federais e estaduais da legenda do PMDB, hipotecando solidariedade ao movimento deflagrado pelo presidente da Assembleia, deputado Ricardo Marcelo (PEN), em torno do socorro federal aos municípios paraibanos que são vítimas da calamidade da estiagem. Ricardo Marcelo foi abordado por jornalistas sobre divergências entre o Legislativo e o Executivo, mas descartou intenção de confronto, apenas alertando para a autonomia de cada poder. O deputado José Aldemir Meirelles, líder da bancada do PEN, frisou que o partido continuará votando matérias de acordo com a consciência livre dos seus integrantes, podendo apoiar projetos do governo de interesse público ou desaprová-los se entenderem que não correspondem ao anseio da coletividade. E o deputado Hervázio Bezerra, líder governista, preferiu comentar o reajuste salarial anunciado, ontem, por Ricardo, beneficiando categorias do funcionalismo público. Disse Hervázio que insatisfações localizadas de alguns setores não surtem efeito e que há má vontade desses segmentos em reconhecer o grande avanço proporcionado pelo chefe do Executivo na concessão do reajuste com vigência a partir deste mês.

ReportePB

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