Foi uma fala que não permite interpretações dúbias.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, campeão de audiência, entrou no Guia Eleitoral de Maranhão na Tevê pra pedir voto ao governador. “Eu e Maranhão somos companheiros de longas datas. Com Maranhão e Dilma a Paraíba o Brasil ainda tem muito pra crescer”, disse Lula, numa fala sem brechas.
Ricardo Coutinho e aliados saíram, digamos assim, desmoralizados do processo. Tinham a palavra – sei lá de quem – de que o presidente Lula iria se manter neutro. Neutro só se for à candidatura do PSB na Paraíba. E, ao confiar nela, acabaram levando a quebra de braço a público.
Traição? Bom, somente os comandantes deste diálogo com a direção nacional do PT é que pode dizer. O fato é que o ex-prefeito foi pego de surpresa e teria, se quisesse, todas as razões para revidar.
Não o fará sob hipótese alguma. Vai continuar anunciando relação com Dilma Roussef e com Lula, simplesmente porque é o projeto se mostra mais competitivo. Especialmente, aqui na Paraíba.
Fazer o contrário é agir como o marido que se mata ao flagrar um adultério.
Luís Tôrres
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