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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Na presença de Ricardo Marcelo, Trocolli e Aldemir, Cássio não declara apoio a RC e admite diálogo com PMDB


O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) continua a dar demonstrações de que pretende de fato disputar o governo do estado em outubro próximo. Tanto é que em entrevista ao Programa Balanço Geral com Abrantes Júnior, na recém inaugurada Rádio Mais FM, de Uiraúna, o tucano falou com todas as letras que “deixou o Mago trabalhar” e agora chegou a hora de avaliar o governo de Ricardo Coutinho (PSB) para decidir o rumo do PSDB na Paraíba. “Os três anos iniciais de forma repetida e insistente que os temas políticos deveriam ficar para o ano de 2014, nós já estamos em 2014. Eu deixei o Mago trabalhar, não tive um gesto sequer de obstáculo, de dificuldade, de empecilho para que ele pudesse realizar sua ação administrativa”, declarou.

O ex-governador voltou a afirmar que seu partido não mais analisará uma carta-proposta, como aconteceu em 2010, mas fará uma avaliação efetivo do governo instalado na Paraíba em 2011. “Ele teve em três anos a oportunidade de trabalhar e o PSDB vai, no tempo próprio, deliberar sobre as duas teses:  a manutenção da aliança ou a candidatura própria”, disse.

Ele adiantou que até o mês de fevereiro, a Executiva Estadual do PSDB irá se reunir para definir os critérios de consulta que norteará a legenda em sua decisão, que segundo ele, será um “reflexo da maioria”.

Cássio também assegurou que não irá frustar as expectativas dos paraibanos. “Se eu frustrar eu vou estar simplesmente me afastando daquilo que é a essência da minha atividade. Se hoje eu sou senador é porque mais de um milhão de paraibanos confiaram em mim para que eu pudesse estar onde estou”.

O senador destacou que apesar do peso de sua palavra nas hostes de seu partido, ele está disposto a ouvir as manifestações das lideranças políticas. “Eu quero que o partido possa se manifestar, eu quero ouvir o partido  e sua representação para que minha decisão seja a mais respaldada possível. Não vou fazer um movimento isolado”, garantiu.

O ex-governador surpreendeu na entrevista ao não descartar abrir um diálogo com o PMDB, do pré-candidato a governador Veneziano Vital do Rego. “Trocolli tem sido uma ponte, um embaixador do diálogo, da conversa aberta, tolerante, compreendendo divergências, que é da natureza da política”, disse ao também evidenciar uma possível manutenção de projeto político com o PEN, comandado na Paraíba pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo.

O tucano concluiu a entrevista manifestando confiança quanto a sua elegibilidade para disputar o próximo pleito. “O prazo está devidamente cumprido. Não há como imaginar que eu tenha uma inelegibilidade que ultrapasse os três anos que eu já cumpri e seria um absurdo imaginar que eu teria que ultrapassar oito anos, uma vez que o prazo começa a ser contado de 2006. Até mesmo sob esse aspecto, a inelegibilidade estaria cumprida”, explicou.

Detalhes que não passam despercebidos

Apesar de estarem na mesma cidade, o governador Ricardo Coutinho preferiu se isolar da companhia de Cássio Cunha Lima e de demais ‘aliados’ no momento da entrevista, o que reforça a tese de rompimento entre os dois.

Clilson Júnior - ClickPB

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