Frase

“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

domingo, 20 de março de 2011

Maestro Amâncio de Piancó, 04 anos de saudades...

Domingo, 20 de março do corrente ano, completará o quarto aniversário de partida eterna do Maestro, Delegado, Sargento, Toinho de Dorinha, Antonio Amâncio, etc. seja qual for a denominação pela qual era conhecido meu velho Pai.
Aos 67 anos de idade, partia naquela véspera de aniversário deste blogueiro, meu (nosso) “Painho”. Desde então nunca conseguimos conter nossas lágrimas diante de eventos em que ele sempre foi protagonista. No ápice da alegria do carnaval, por exemplo, na hora do frevo é onde a saudade mais dói... é quando familiares e amigos sentem sua presença tão real que as lágrimas caem, numa mistura de alegria e dor.

Amâncio em seu percurso pela Paraíba fincou seu nome em muitas cidades, deixando inúmeros amigos, deixando uma imensa saudade. Nascido em Piancó-PB aos 2 de setembro de 1939, o menino Antônio Amâncio de Oliveira, trabalhou como entregador de pão, dentre tantas profissões da época. Aos poucos o menino foi desenvolvendo sua arte, quando com o maestro Elizeu Veríssimo de Souza, seu primeiro professor de música, Amâncio iniciou sua vida musical aprendendo requinta, clarinete, sax e os demais instrumentos de uma banda filarmônica.

Como cantor e fã do cantor Jamelão, em quem Toinho de Dorinha se inspirava, o rapaz começou a fazer sucesso. Não tendo espaço em sua terra natal, Amâncio teve que ir residir em Campina Grande, lá entrou na Polícia Militar do Estado da Paraíba, sendo um dos integrantes da Banda daquele batalhão...

Reformado, exerceu a profissão de Delegado Comissionado de Polícia Civil neste Estado, também a profissão que ele mais amava – ensinar música. Maestro de várias bandas, Amâncio colaborou com a vida profissional de muitos meninos que hoje vivem da mesma profissão, a exemplo de Fransax, atual saxofonista da Banda Aviões do Forró.

Compositor. Amâncio, o poeta. Compôs inúmeros arranjos, valsas, frevos, dobrados, forrós, marchinhas, paródias políticas, hinos de cidades, etc. Cidades paraibanas em que em alguma de suas profissões, o Maestro fincou se nome em função do seu divino talento:

BONITO DE SANTA FÉ, BREJO DO CRUZ, CAMPINA GRANDE, CATINGUEIRA, CONCEIÇÃO, COREMAS, DIAMENTE, ITAPORANGA, JOÃO PESSOA, PATOS, PEDRA BRANCA, PEDRA LAVRADA, PIANCÓ, SANTANA DOS GARROTES, SÃO VICENTE DO SERIDÓ, SOLEDADE, ETC. ETC. ETC.

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