Frase

“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

quinta-feira, 10 de março de 2011

Discurso de Marcos Maciel proferido na seção da Câmara Municipal de Igaracy

Inicialmente gostaria de cumprimentar os trabalhadores e trabalhadoras de nossa cidade, ao aspirante da juventude do meu partido, Janaison, do Partido Comunista Revolucionário, aos igaracienses aqui presentes, ao presidente desta câmara e aos demais vereadores.
Como cidadão de Igaracy e comunista que sou faço uso desta tribuna para falar sobre a infra-estrutura de nossa cidade.
Excelentíssimo presidente, historicamente Igaracy foi e é marcada por débeis, frágeis sinais de desenvolvimento na educação, na saúde e na infra-estrutura, que logo é seguido de um declínio. Melhor dizendo, os pequenos sinais de desenvolvimento muitas vezes vêm seguidos de um declínio. Exemplo disso é que o SAMU veio para nossa cidade, mas o hospital foi interditado pelo conselho regional de medicina.
Mas estou aqui para falar de infra-estrutura.
Andando pela cidade é fácil ver que sua infra-estrutura atingiu o mais alto nível de precariedade. Dois dos principais espaços, o campo de futebol e a quadra central, que poderiam ser usados pela população para as mais diversas atividades física, esportiva e de lazer estão abandonados há décadas.
O compositor e comunista carioca Vinícios de Morais escreveu uma canção sobre uma casa que dizia assim:

“Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão...”

Fazendo uma analogia entre o campo de futebol e a casa descrita por Vinícios de Morais, hoje ele é um campo muito engraçado não tem paredes, não tem gramado, não tem vestuário, não tem nada.
Quanto a quadra central temos as grades caindo e os vestuários acabados. Vale também lembrar, senhores vereadores, que por muito tempo esse espaço foi usado para realizar as festas tradicionais de Igaracy, que também vem sendo esquecida pelos poderes que constituem a estrutura político-administrativa desta cidade.
Neste momento se faz necessário questionarmos sobre as conseqüências do modo como as coisas vêm sendo administradas em Igaracy. Pois o que vemos é a cultura de um povo sendo colocada em segundo plano, uma vez que esporte, festa e lazer é cultura.
A praça central, ponto de encontro dos jovens e demais cidadãos, senhor presidente, não possui outra coisa a não serem canteiros quebrados, fiteiros sobre suas calçadas e falta de cestos de lixo, dentre outros utensílios.
Esta praça precisa ser revitalizada tomando a sua arquitetura original.
Contudo, vale ressaltar que os donos dos fiteiros não podem perder seus postos de trabalho. A prefeitura tem que garantir espaços decentes para que eles continuem a desenvolver seus trabalhos, criando, por exemplo, quiosques.
Quanto à pracinha, próxima ao antigo mercado público, ela hoje se encontra com bancos e calçadas quebradas, postes sem obedecer a um padrão e sem luz. Além disso, seus canteiros não possuem sequer gramados.
Então, diante da realidade descrita, como podemos falar em infra-estrutura nessa cidade? Como podemos dizer que os poderes, executivo e legislativo, estão desenvolvendo os seus trabalhos de forma eficiente se encontramos tais coisas sempre que chegamos a Igaracy?
O antigo mercado público está caindo e nada se faz para solucionar tal problema. Quem tem memória sabe muito bem da importância que ele possui para o desenvolvimento do comércio local. Na mesma linha temos o açougue que em outras épocas era fonte de renda para os comerciantes da área frigorífica. E hoje se encontra em estado de abandono.
Portanto, cidadãos igaracienses é necessário repensarmos sobre como se dá a ação política daqueles que nessa falsa democracia se diz representante do povo. Que representação é essa? Será que temos a cidade que queremos? Pois, além de tudo que aqui falei, vemos constantemente ações políticas cujos resultados são nada mais nada menos que injustiças e desigualdade sociais.
Para finalizar a minha fala citarei o comunista revolucionário Che Guevara: “Aonde as opressões e injustiças chegam a níveis insuportáveis devesse erguer a bandeira da rebelião.”

Marco Maciel – militante do Partido Comunista Revolucionário.

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