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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Médico cubano chegou a Aguiar na noite dessa segunda-feira e conversou com a Folha



Por Redação da Folha – Miguel Arencibia Garcia (foto) tem 43 anos, é divorciado e pai de dois filhos. O médico é natural da província de Pina del Rio, que fica a 160 quilômetros de Havana, capital de Cuba.

Já atuou em missões humanitárias no Haiti e na Venezuela, e pela primeira vez vai trabalhar no Brasil. É um dos muitos profissionais estrangeiros que vão clinicar no país através do Programa Mais Médicos, do Governo Federal. Ele chegou à cidade de Aguiar na noite dessa terça-feira, 23, e foi recebido festivamente. Centenas de pessoas recepcionaram o médico cubano: fogos e cumprimentos não faltaram. “O povo daqui é muito acolhedor, e estamos aqui para servir ao Brasil”, disse ele durante contato com a Folha (www.folhadovali.com.br) na manhã desta terça-feira.

Depois de passar dez dias em treinamento no Recife, Miguel chega a Aguiar para atuar em uma equipe do Programa Saúde da Família do povoado de Riacho Verde e vai encontrar um posto bem equipado, e que há anos esperava por um médico.

Já bem acomodado na residência simples onde ficará pelos próximos três anos, o médico diz que chega com o propósito de servir à população, especialmente às pessoas mais pobres, e está preparado para essa missão. “Em Cuba, os médicos se importam com as pessoas necessitadas e são formados para a solidariedade e servir ao mundo”, comentou Garcia, ao informar que hoje Cuba tem médicos em 67 países.

Sobre a adaptação à cidade, ele diz que a comida e o clima têm semelhanças com os do seu país, embora em Cuba chova mais do que no Sertão Nordestino. Admirador do futebol argentino, onde seu maior ídolo é Maradona, o médico é carismático, mas ao falar dos dois filhos, um de 7 e outro de 12 anos, que farão aniversário em outubro e novembro próximos, deu sinais de emotividade: estar distante milhares de quilômetros da família e em um lugar estrangeiro, onde não conhece ninguém, não deve ser fácil, mas demonstra grande entusiasmo para começar o trabalho.

 No entanto, enquanto o Conselho Regional de Medicina da Paraíba não liberar seu registro, ele não poderá atuar. “É lamentável essa demora para a liberação do registro, porque a população está necessitando”, comentou o prefeito Tintin. O salário do médico será pago pelo Governo Federal, mas caberá à Prefeitura custear a hospedagem e alimentação do profissional.

O médico atua em clínica geral e tem experiência em saúde da família. Ele conhece as principais enfermidades que acometem a região e demonstra preparo para enfrentá-las. Acredita que também não terá problema de comunicação com seus pacientes: entende razoavelmente o português e não tem muita dificuldade para pronunciar nossa língua.

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