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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Oposição insiste no julgamento de Lula; Cúpulas do PSDB, DEM e PPS vão protocolar na próxima terça-feira (6), na Procuradoria-Geral da República, novo pedido de investigação contra o ex-presidente

Os três maiores partidos de oposição - PSDB, Democratas e PPS - pedirão à Procuradoria-Geral da República que investigue se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve participação no esquema do mensalão. O argumento das legendas é que existem "fatos novos", além da íntima ligação política de Lula com seu ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado por seis votos a dois pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa (oferecer vantagem indevida) no julgamento do mensalão.

Os partidos pedem a abertura de uma nova ação penal contra o ex-presidente, caso fique comprovado que Lula tinha ciência do esquema de compra de voto para aprovar projetos de interesses do governo no Congresso Nacional. A ação é assinada pelos presidentes do PSDB, Alberto Goldman (em exercício), do DEM, José Agripino Maia (RN), e do PPS, Roberto Freire (SP) e será protocolada na próxima terça-feira (6).


"É público e notório que, à época dos fatos, existia uma íntima ligação política e pessoal entre o representado e o ex-ministro José Dirceu", diz um dos trechos da minuta da ação.

O Ministério Público já se recusou a investigar o ex-presidente Lula no caso do mensalão por considerar que não havia provas contra o petista. Mas a oposição argumenta que, agora, há novos elementos que recomendariam uma profunda investigação por parte da instituição contra o ex-presidente petista.

A ação redigida pelos partidos oposicionistas cita a reportagem da revista Veja, segundo a qual o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza afirmou a interlocutores que Lula era o chefe do esquema. Mas o ex-presidente nega.

Marcos Valério já foi condenado pelo Supremo, no caso do mensalão, a onze anos e oito meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e peculato. O publicitário deve cumprir a pena em regime fechado, já que ela ultrapassa o período de oito anos.


JornaldoCommércio

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