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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

quinta-feira, 27 de março de 2014

O governador RC promoverá a demissão de todos os comissionados do Estado [seis mil pessoas] e só será nomeado quem estiver com o governo.

Em primeira mão - O governador Ricardo Coutinho (PSB) reassume o governo nesta quinta-feira (27) e prepara uma tacada com a caneta para organizar um funil governamental destinado a identificar quem são os auxiliares de primeiro, segundo e terceiro, que estarão alinhados com o seu projeto de reeleição. Para isso, o governador não vai deixar pedra sobre pedra até o fim desta semana. 
Soube, de fonte fidedigna, que o socialista já assinou decreto, que será publicado já no início da próxima semana, que promove a demissão de quase seis mil servidores comissionados em todo o Estado. O listão já está prontinho. De uma canetada só, o governador vai demitir todo mundo neste fim de semana, coincidentemente, também fim do mês de março. São cerca de dois mil efetivos nomeados para cargos de comissão e mais aproximadamente quatro mil comissionados, que não são do quadro efetivo.
De acordo com a fonte, a determinação do governador é exonerar todos os cargos comissionados, incluindo aqueles indicados recentemente pelos aliados (que restaram), bem como pelo senador Cássio Cunha Lima e seu grupo. Só fica nos cargos os ocupantes de direção dos hospitais, regionais de ensino e o pessoal da Segurança Pública [por serem serviços essenciais]. 
Houve, nos últimos dias, uma operação de guerra em repartições do Estado, para levantar o listão dos comissionados, bem como suas indicações. Em Itaporanga, por exemplo, dias atrás o presidente do PSB Edvaldo Rosas, acompanhado do secretário Ricardo Barbosa e da secretária executiva Iris Lucena [Casa Civil], promoveu uma reunião com diretores na 7ª GRE. Foram convocados para a reunião de comandante do Batalhão à diretor de escola. 
Isso é uma resposta ao rompimento do senador Cássio Cunha Lima e uma forma de dar um freio de arrumação entre os aliados e avaliar sua fidelidade. Dentro dessa linha de raciocínio, a ideia é promover uma espécie de limpeza "étnica" de cassistas e assemelhados, uma estratégia para levar os aliados a defenderem seus afilhados da degola, o que revelará quem está com quem realmente. Uma espécie de censo político, para evitar dissidentes infiltrados nas fileiras do Estado. 
Ou seja, evitar decepção com prefeitos adesistas duvidosos, segundo setores do governo, à exemplo do prefeito de Itaporanga Audiberg Alves (PTB) - que anunciou recentemente adesão ao governador, porém, ainda, não conseguiu um grau satisfatório de confiança no Palácio da Redenção. Audiberg esteve com o ex-prefeito Will Rodigues [que teria deixado o apoio à Cássio] no encontro com o governador. 
Seis mil pessoas é um exército e tanto de pessoas. Essa será a segunda maior operação de demissão em massa patrocinada pelo governador. Como se sabe, no início do Governo, em janeiro de 2011, ele demitiu entre 25 e 30 mil servidores, entre prestadores de serviços, temporários e comissionados. Alguns deles, com mais de 20 anos no Estado.
 

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