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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

domingo, 5 de maio de 2013

Comoção e tristeza marcam chegada do corpo do ex-prefeito Antônio Porcino à Itaporanga e consternada população lhe dá o último adeus.

Comoção e tristeza marcaram a chegada do corpo do ex-prefeito Antônio Porcino à sua terra natal: Itaporanga. Uma multidão participou na tarde de hoje (4) das últimas homenagens ao grande líder sindical e político itaporanguense, que elevou o nome da 'Rainha do Vale' para todo o País. Um triste retorno do filho ilustre.
O corpo, vindo de Juazeiro do Norte (Ceará) após desembarque de voo fretado que partiu de São Paulo, chegou às 13h e numa carreata silenciosa, com a participação de centenas de veículos, partiu do Campestre Clube até o centro da cidade, guiado pela Polícia Militar. Por onde passava o cortejo era aplaudido pela população que chorava sua morte. Ao chegar defronte ao prédio sede Bando do Nordeste, o cortejo passou a ser conduzido pela Banda Filarmônica 'Cônego Manuel Firmino', da qual Porcino já foi integrante quando estudava no Colégio Diocesano 'Dom João da Mata'.
Ao chegar à Praça João Pessoa, o prefeito Audiber Alves acompanhado de todo seu secretariado já aguardava o cortejo nos degraus do Paço Municipal 'José Moacir Pinto' - Sede da Prefeitura Municipal. Inclusive, abro um parentese para informar que a família do ex-prefeito agradeceu imensamente o empenho pessoal do atual prefeito nos preparativos das homenagens ocorridas. Aberto o veículo da funerária, o prefeito e a primeira dama (Naura Ney) colocaram abandeira do município sobre o caixão. Em seguida, coube ao filho Michel colocar sobre o caixão do pai o instrumento musical de sua preferência: um clarinete.
Depois homens da Polícia Militar conduziram o caixão até o Salão Nobre do Paço Municipal, onde o povo visivelmente consternado pode dar seu último adeus à Porcino. Em sua fala, o prefeito enalteceu a grandeza do ex-prefeito: "Um ser humano notável que soube galgar degraus na vida com muito esforço e perseverança", disse Berguim. Por sua vez, o ex-prefeito Djaci Brasileiro enumerou as qualidades e virtudes do ex-companheiro de batalhas políticas. O irmão Neto Porcino falando em nome da família afirmou ser Porcino um abnegado defensor do desenvolvimento regional.
O também sindicalista Luiz Arraes, companheiro de Porcino desde o início da luta sindical em São Paulo, afirmou que a contribuição dada por Porcino à classe trabalhadora está aí para todos os trabalhadores. "Em cada recante deste País o trabalhador frentista deve muito ao Porcino, que deu sua vida pela classe. Vim com ele desde a fundação do nosso sindicato e digo que perdi um irmão". Luiz Arraes veio de São Paulo ciceroneando o translado do corpo do ex-prefeito.
Ainda durante o velório no Paço Municipal, houve realização de um culto ecumênico, capitaneado pela pastora Selma, com revezamento do Centro Espírita 'Jesus de Nazaré'. A viúva Fabiana esteve sempre amparada pela irmã gêmea. A primeira esposa de Porcino, Madalena sempre se pôs ao lado dos filho Michel e Alessandra. A segunda esposa, Andrea (ex-primeira dama de Itaporanga) com quem a população teve convivência ficou em São Paulo. Irmãos, sobrinhos e demais parentes também ficaram ao lado do caixão. Enfim, correligionários, amigos, autoridades e a população em geral, comovida deu seu último adeus ao filho ilustre.
Duas centenas veículos aguardavam nas imediações do campestre clube chegada do corpo de Porcino.




 A praça João Pessoa foi tomada por uma multidão; o prefeito e a primeira dama colocam bandeira sobre caixão.



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