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“Não troco meu “Oxente” pelo “ok” de ninguém” – Ariano Suassuna

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Operação Andaime – Mais de 20 empresas de fachada “ajudam” a organização criminosa a fraudar licitações no sertão

Operação Andaime – Mais de 20 empresas de fachada “ajudam” a organização criminosa a fraudar licitações no sertão
A ampla divulgação dos desdobramentos da operação andaime, ainda, não foi suficiente para que a população e a própria imprensa tenha o conhecimento pleno do funcionamento da organização criminosa que vinha atuando em diversos municípios do sertão da Paraíba e, nos mesmos moldes da atuação do núcleo sertanejo, também funcionava, com outros atores, em mais de 80 municípios da Paraíba.

O principal erro na abordagem da imprensa é não ter a informação de que mais de 20 empresas, tidas como fantasmas, já que não executavam as obras, mas davam suporte aos processos de licitação fraudados, agiam e continuam agindo na região do alto sertão da Paraíba e com incursões em cidades dos vizinhos estados do Ceará e Rio Grande do Norte.

O construtor Francisco Justino, por exemplo, agia apenas com duas empresas, a Servcon e a Tec Nova e com atuação circunscrita a alguns municípios, onde lhe foi dada a confiança de entrar no “esquema”, mas a fraude era executada em diversos outros municípios usando outras empresas de fachada, cujos proprietários estão sendo processados na medida em que a força tarefa começa a desbaratar os núcleos municipais, como foi o caso de Monte Horebe, onde o responsável pela empresa Lorena & Adrian, Francisco Antônio Fernandes de Sousa (Antônio Popô), foi preso.

O Ministério Público também investiga empresas criadas apenas para ganharem dinheiro nos processos de licitação, na medida em que participam de licitações com o único objetivo de receberem um percentual para saírem do processo, deixando a organização criminosa com total liberdade para escolher o “vencedor” do certame.

blogdoAdjamiltonPereira

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